quinta-feira, dezembro 08, 2005

O Tamanho dos Sentimentos

Engraçado como os sentimentos grandes doem. Os ódios épicos, os amores infinitos, as imensuráveis tristezas, as alegrias explosivas... sempre doem, mesmo quando são sentimentos bons. Atingem quem os sente como uma pedrada, invadem, dominam, nem que seja por um instante, mas de forma tão completa que um único momento de plenitude de um desses sentimentos muda uma pessoa para sempre.

Já os pequenos sentimentos diários agem diferente. As pequenas invejas, as satisfações de momento, os ciúmes mesquinhos, a luxúria cotidiana, todas essas sensações nos ocupam apenas superficialmente e somem num minuto. São parte integrante de nós, mas só se alteram a medida que nós mudamos. Fazem a diferença no longo prazo: amontoam-se para se transformarem em embriões de algo maior.

4 Comments:

Anonymous Artur said...

Amar , no começo, dói, é uma dor ótima.
Beijos.

4:23 AM  
Anonymous Eduardo Mendes said...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

12:07 AM  
Blogger Inagaki said...

O budismo nos lembra que a vida é dor. Quanto mais intensas forem as manifestações de vida, mais sofreremos, portanto; seja na dor do parto, da partida, da paixão ou da expiação. Por outro lado, há quem se esquive da vida, buscando renunciar aos grandes amores, aos riscos que nos espreitam em cada esquina. Tenho pena dessas pessoas, porque optam por simplesmente existir, assistindo anestesiadas à vida que se desenrola lá fora.

10:34 PM  
Anonymous Anônimo said...

quem escreveu isso eh um genio

3:34 PM  

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